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Escolher os pais e entender os sonhos
Sou freqüentadora assídua do
Racionalismo Cristão, há quase três anos. Depois de muitas buscas
espirituais encontrei, enfim, um local com mais afinidades para minhas
inquietações. Li várias obras editadas pela Doutrina e leio o jornal A Razão
mensalmente. Gostaria de esclarecer alguns pontos doutrinários e
curiosidades.
1. Segundo a Doutrina, os espíritos, quando vão
encarnar, escolhem os pais que desejam. Como se dá a aceitação ou a escolha
dos pais em relação aos filhos?
2. Nas leituras, ainda não encontrei explicação
convincente sobre os sonhos. Sonho muito com pessoas que já se foram, mas
não encontro nexo. Acredito nas explicações científicas sobre inconsciente.
O que me dizem?
3. Qual o critério utilizado para indicação das
pessoas que formam a meia-corrente?
4. Por que é tão flutuante a freqüência às sessões
de limpeza psíquica?
5. Por quê não fazem palestras ou seminários
explicativos sobre a Doutrina para o público em geral?
6. Quais as exigências para freqüentadores se
tornarem militantes?
Prezada, listamos abaixo as respostas às perguntas de
sua carta:
1. Quando encarna, o espírito escolhe não apenas a
família, mas também o meio social que melhor atenderá ao cumprimento da sua
trajetória evolutiva. A aceitação dos pais é dever espiritual, pois o
convívio oriundo da relação entre eles muito auxiliará em sua evolução.
2. Durante o sono, deve o espírito afastar-se do seu
corpo material juntamente com seu perispírito, ficando ligado a este por
cordões fluídicos, e então dirigir-se ao seu mundo espiritual, para que
possa repor sua energia anímica, necessária ao bom cumprimento dos seus
deveres. Os sonhos são fenômenos puramente psíquicos, restando explicações
materialistas que buscam até mesmo causas fisiológicas para explicar esse
fenômeno demasiadamente equivocadas. Observamos que, quando não se observa
durante o dia uma conduta disciplinada, aliada ao cultivo de pensamentos
positivos, tem-se perturbações psíquicas durante o sono, o que se dá tanto
pela ação de espíritos obsessores, quanto ao reflexo aleatório de lembranças
vivenciadas enquanto acordado. Além disso, há sonhos premonitórios, através
dos quais criaturas com determinado grau mediúnico prevêem acontecimentos
futuros, mas são raríssimos.
3. De fato, a freqüência de pessoas em reuniões
públicas varia em cada Casa racionalista cristã, porém, isto se dá devido
aos compromissos materiais de alguns assistentes.
4. É objetivo único do Racionalismo Cristão zelar pelo
desenvolvimento espiritual da humanidade, e para tanto, utilizamos diversos
meios de divulgação da Doutrina, inclusive palestras que envolvem temas
espiritualistas.
5. Para inscrever-se como militante deve o assistente
ser assíduo, estudar a nossa Doutrina com denodo, a fim de compreender
cristalinamente os princípios exarados nos livros Racionalismo Cristão,
Prática do Racionalismo Cristão e A vida fora da matéria.
Obtido este entendimento, e aplicado em seu quotidiano, poderá então o
assistente enviar uma correspondência ao presidente da Casa onde pretende
trabalhar, manifestando a sua intensão altruísta.
6. O critério para escolha das pessoas que integram a
meia corrente são assiduidade, disciplina e entendimento dos Princípios do
Racionalismo Cristão.
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