Homenagem a Luiz de Mattos

em todas as Casas Racionalistas 
Cristãs do Brasil e do exterior



Luiz de Mattos encarnou a 3 de janeiro de 1860 
e desencarnou no dia 15 de janeiro de 1926

O legado de Luiz de Mattos

Luiz de Mattos, o grande humanista, legou à humanidade o Racionalismo Cristão. Filosofia eminentemente espiritualista que educa e orienta os seres humanos a se conhecerem como Força e Matéria.

Esse grande espírito desencarnou no dia 15 de janeiro de 1926, quando chegava aos 66 anos bem aproveitados de vida física. Muitos acreditam que Luiz de Mattos tenha desencarnado prematuramente e, é claro que todos nós gostaríamos que ele tivesse vivido muito mais anos, porém, os 16 anos que ele dedicou à codificação do Racionalismo Cristão foram suficientes para solidificar os Princípios da Doutrina, tal era seu dinamismo.

Seu nome completo era Luiz José de Mattos Chaves Lavrador, mas assinava simples e despretensiosamente Luiz de Mattos.

De nacionalidade portuguesa, mais especificamente de Chaves, Província de Trás-os-Montes, nasceu a 3 de janeiro de 1860. Era filho de José Lavrador e Casemira Júlia de Chaves Mattos.

Em 1873, com apenas 13 anos de idade, veio para o Brasil, desembarcando no porto do Rio de Janeiro, onde o esperava seu irmão Victorino de Mattos Lavrador, negociante em Santos, que o internou no Colégio São Luiz, em Botafogo para seguir os estudos.

Mas Luiz de Mattos queria mesmo era ir para Santos – Estado de São Paulo, para ficar com seu irmão Manuel Lavrador.

Após dois anos partiu para Santos, com autorização dos seus tios, onde foi trabalhar em casa de estivas-secos e molhados, passando depois para o comércio de café, desenvolvendo, aí, grande atividade.

Com inteligência invulgar, tudo assimilou com incrível facilidade neste novo e promissor ramo de negócio, tornando-se conhecedor de tudo que relacionasse sobre o comércio de café, inclusive ensacar, empilhar, separar e qualificar os diversos tipos de café.

Estimadíssimo pelos chefes que muito o admiravam e respeitavam. Nessa atividade com domínio completo sobre as transações do café, foi transferido para o interior de São Paulo e Minas Gerais, incumbido de comprar e obter consignações de café.

A partir daí Luiz de Mattos estreitou amizades com políticos, fazendeiros, negociantes industriais, literatos, etc, alcançando as maiores simpatias das pessoas do meio, tornando-se o mais considerado dentre seus colegas.

A casa de Luiz de Mattos esteve sempre aberta aos seus amigos, embora alguns fossem bem pouco dignos dessa palavra “amigo”.

Muitos foram os ingratos a explorar sua amizade, mas, apesar de tudo, o que seus lábios pronunciavam com maior dificuldade era a palavra não. Ao seu maior inimigo, já por ele reconhecido, não sabia dizer não.

Desprendido ao extremo das coisas deste mundo, muitos apodavam-no de perdulário e visionário, entretanto, não havia quem o visse fora dos seus negócios, senão em casa com a família. Vivia ele para esta e para o trabalho, e, mais tarde, em 1910, passou a viver para a humanidade, fundando com outro homem de inigualável valor que foi Luiz Alves Thomaz, o Racionalismo Cristão, codificado nos Princípios Doutrinários que tornaram imortal a Jesus, o Cristo: “Amor ao próximo e à verdade”.

 

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