
Copiar ou raciocinar?
Wilson Candeias Moita e Iolanda Moita
Por comodismo, por indolência ou preguiça mental, muitos atribuem
aos outros a tarefa de pensar por eles e passam a aceitar como
próprias as ideias alheias.RACIONALISMO CRISTÃO, 44ª ed., 2010, p. 82.
Quem de nós em alguma fase de nossa vida não esteve tentado a lançar
mão de uma frase copiada às carreiras para ter uma resposta adequada e
aproveitá-la em uma sabatina escolar?
Dentro do currículo escolar há disciplinas de que gostamos e outras às
quais não nos identificamos e, esse fato de gostar e o de não gostar
faz toda a diferença na forma de pensar e de agir dos estudantes.
A cola é um engodo para o raciocínio, pois ela mascara a efetiva
aprendizagem. O estudante ao tirar uma nota elevada, sem a merecer,
leva adiante seus estudos, mas sem a base necessária para a próxima
aprendizagem. Ao colar, o estudante perde seu precioso tempo sem
refletir sobre o que está escrevendo, o que fatalmente o conduzirá a
enfraquecer o seu modo de pensar e consequentemente bloqueará o
raciocínio ao longo de sua vida.
Todo professor tem conhecimento que há estudantes que fazem uso da
famosa colinha, e de uma forma ou de outra tentam anular essa
tendência, propagando suas ideias, comparando com outros fatos
concretos ou abstratos, ligando opiniões, juízos ou outras
disciplinas, despertando na mente do estudante o interesse pelas
disciplinas não tão preferidas, mas que fazem parte na formação do
seu caráter, de seus valores e de seus hábitos na estrutura sequencial
da vida.
Atualmente, devido a facilidade do recurso internet, dispõe-se de uma
quantidade considerável de informações, verdadeiras bibliotecas
digitais, patrimônios à disposição da humanidade que tanto podem
ajudar a estudantes, como também mestres, filhos e pais. Assim um ser ao
pesquisar não deve simplesmente copiar e assinar o seu nome embaixo,
mas sim buscar outras opiniões principalmente em contrário,
comparar as ideias, e tentar perceber os dois sentidos, posicionando
seu consenso entre ambas as ideias, criando assim sua própria opinião.
Sejam ideias completas ou apenas frases retiradas de ponta a ponta
para construir artigos, conjecturar, externar juízos, opiniões,
pareceres, ou utilizar como cola em sabatinas, sem o sentimento do
que está sendo copiado, é um processo desastroso para o crescimento
individual e a sua conduta na fase adulta e, ao faltar a consciência
íntima do entendimento, o emissor revelar-se-á a si próprio um pensar
atrofiado e precisará de muita perseverança pessoal no exercício da
mente, para sair da apatia e seu ser voltar ao crescimento natural.
Um ser livre-pensador de conduta correta utiliza-se de seu
raciocínio sempre atualizando um conceito anterior, melhorando a
vibração universal na prática do bem coletivo.
Ao emitir uma resposta, um juízo, abalizar uma opinião, ou construir
um artigo e resistir em não copiar uma ideia alheia é ser forte, é
não capitular e sair vitorioso, pois o seu processo evolutivo está
garantido e seu raciocínio não está adormecido perante a plenitude da
vida.
Também podemos reforçar citando que a principal escola é o lar, onde
a criança nos primeiros cinco anos registra os primeiros contatos com o
seu mundo exterior, sempre centrada nas atitudes de seus pais, assim
os pais como primeiros professores têm a maior responsabilidade na
formação do caráter de um ser.
Dentro de um lar que tem por hábito a disciplina da limpeza psíquica,
os filhos crescem fortalecidos, pois aprendem a raciocinar por si na
busca dos porquês da vida. Ao irradiar nós temos nossas faculdades
mentais abertas e ligadas ao nosso mundo fluídico que nos facilita as
ideias, assim teremos em mente o que precisamos estudar para concluir
nossa trajetória evolutiva.
O jovem, quando fortalecido pelas irradiações, inicia seu próprio
caminho com as rédeas de sua vida, descarta as vaidades, começa com
vantagem ao definir-se na vida, suas decisões são compostas de
seriedade e força de vontade, dá qualidade e segurança ao espírito no
seu caminhar por este mundo físico.
O Racionalismo Cristão é uma escola de princípios de moral, uma
doutrina que facilita o esclarecimento espiritual, proporcionando um
futuro positivo e verdadeiro a quem esteja disposto a utilizar o seu
raciocínio no processo evolutivo da vida.
Divisa a reflexão entre o certo e o errado, posicionando as ideias
entre a coerência e a incoerência, traz a razão sobre o questionável e
o injusto, dando a exata liberdade a quem tenha vontade de caminhar
com as suas próprias pernas, sem a dependência factível de
manipulação, de mentir ou trapacear no trabalho, na família ou com
parceiros na luta por seu crescimento evolutivo ao longo de sua vida.
Fontes:
http://www.correiodonoroeste.com.br/outros/mundo/habito-de-colar-na-escola-gera-adultos-desonestos-diz-estudo
http://josephsoninstitute.org/surveys/index.html
http://www.racionalismocristao.org
Junho 2010
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