
A lógica do pensamento
José Renato Novaes
Segundo meu entendimento, a doutrina racionalista cristã está fundamentada em
princípios filosóficos, científicos, racionais e
lógicos. À medida que nos aproximamos evolutivamente desses imperativos, sinto
que incomodamos profundamente os espíritos do astral inferior,
que, mediante sua condição, não percebem ou não aceitam que
a intenção do Astral Superior é resgatá-los para estagiarem em seus mundos e, assim,
reiniciar o processo evolutivo com uma nova oportunidade de reencarnar.
O homem atingiu sua fase racional quando seus pensamentos
começaram a se processar com certa ordem, quando pôde
tirar conclusões, dirigindo-os, transformando-os num poderoso
instrumento de trabalho e reflexão, seja material ou espiritual. Assim,
estudiosos denominaram esse conjunto de regras de "Lógica", a ciência do
pensamento. Ela nos permite evitar muitos erros comuns.
Afirmam que os objetos de nossa percepção interna são psíquicos,
são fatos da nossa consciência. Portanto é a mente humana que realiza
o ato de pensar (medir, calcular). Mas quando temos os mesmos
pensamentos que outrem, estamos diante de um dos pontos mais importantes da
lógica, que é o da distinção entre Pensar e Pensamento. O
primeiro é objeto da psicologia, e o segundo, da lógica. Todo pensamento
corresponde a uma situação objetiva, o que o torna "Intencional".
No seu sentido extensivo o pensamento envolve todos os fenômenos
do espírito, ou seja, pensamento é tudo que tem em si um caráter de
racionalidade e inteligibilidade. Alguns afirmam que o "Ser" em
sua totalidade, é um pensamento. No sentido restrito ele é apenas cognitivo.
O Racionalismo Cristão nos dá esse instrumento de discernimento, mas para isso se
faz necessário muito estudo e dedicação, aliado ao seu
imperativo maior "CONDUTA". Mas quão difícil é essa
receita tão simples, que não depende de ninguém, de nenhum credo ou dogma, senão de
nós mesmos.
Nesse sentido o Racionalismo Cristão nos impõe uma responsabilidade no que
tange à intencionalidade de nossos pensamentos; podemos atrair e
irradiar intencionalmente o BEM, como também o MAL.
Setembro 2008
Página Principal da Gazeta | Página anterior
Gazeta do Racionalismo Cristão - Uma filosofia para o nosso tempo |