
Nossa reflexão para um novo tempo
Ely Ramos, Adriana Mara, Antonio Gurjão Praxedes, Antonio Lobo, Demerval Mendes Ferreira, Dirceu de Mattos e Tânia C. N. Berti
Jamais repetirei os mesmos erros. Meditarei sobre os fracassos e
reconhecerei certas perdas como irrevogáveis, não permitindo que
qualquer revés, por mais sério que seja, me derrote. Caruso Samel,
Pensamentos para bem viver, p. 65.
Neste novo início de ano quando, por um lado, tudo parece estar igual,
mas por outro, sentimos uma atmosfera de esperança de dias melhores e
sabemos que assim será para todos que seguirem o caminho do
esclarecimento espiritual e procurarem agir com dedicação
desinteressada ao semelhante.
O tempo passa! Os anos vão e vêm! E sempre nossos votos são para que
todos sejam muito felizes!
É no limiar do ano que paramos para pensar retrospectivamente e para
construir planos para o futuro. Ao olhar para trás dificilmente deixamos
de encontrar rastros que nos ferem a consciência. Ao olhar para frente, divisamos
o desafio de não repetir os erros cometidos.
É aí, nesse olhar para as duas direções, que cresce a responsabilidade
do indivíduo comprometido com o conhecimento de si mesmo.
Ciente de que os desacertos são inapagáveis e imperdoáveis,
avulta-se-lhe a decisão inquebrantável de seguir adiante, assumindo o
compromisso de edificar a base sólida que o espírito necessita para
alcançar o seu objetivo que é o recomeço de um novo tempo, na certeza
de que ao cabo do próximo ano não lhe ocorram recidivas de remorso.
Devemos sempre agir na direção do amor, pois tudo que é feito com
amor, assim como a natureza, reflete o belo sublime que flui do Grande Foco. Por isso
devemos ver nas expectativas de um novo ano menos
pretensão da perfeição que já sabemos estar em cada um em potencial e
mais humildade de buscar contribuir a nosso modo, aparentemente
afoito sem esperar estar cem por cento hábil, pois é melhor errar tentando
acertar que errar sendo omisso.
Que neste ano consigamos trabalhar melhor todos os atributos
espirituais a fim de que possamos evoluir.
Trocando as perguntas:
De quem é a culpa? Pela resposta: Somos os únicos responsáveis por
nosso erros e acertos.
Por que tenho que sofrer? Pela resposta: O revés faz parte da vida
terrena!
Por que não consigo vencer? Pela resposta: O pensamento é força,
é poder espiritual, como pensar, assim será!
Será que conseguirei? Pela resposta: Colherei as reações de minhas
ações.
Saber falar, mas principalmente, saber calar. Algum dia, poderei me arrepender
de palavras ditas, mas jamais me arrependerei do meu silêncio.
O esclarecimento proporcionado pelo Racionalismo Cristão torna as
pessoas em seres simples, confiantes, batalhadores, porém concisos e
cientes de que para um bem viver se faz necessário estar sempre
atentos, procurar ouvir mais que se expressar.
Aprendemos, sim, que o silêncio é a melhor atitude em grande parte dos
casos. Apesar de saber que há momentos em que ele parece corroer, entretanto,
vale mais nos sufocar por um tempo do que começar ou retomar algum
debate que pode ocasionar uma desnecessária "guerra de conflitos" que
irá corroer e atrair fluidos negativos que só acarretarão mais
sofrimentos a todos.
Assim sendo, torna-se o silêncio muitas vezes um ato grandioso, uma
atitude boa que futuramente, passando o sufocar do momento, nos
proporciona bem estar e a certeza de que agimos corretamente.
Não precisamos demonstrar a ninguém que estamos certos ou errados, que
estamos com a razão. Esta necessidade humana de fazer valer o ponto de
vista não é válida para um ser esclarecido espiritualmente, pois
somos cientes de que devemos satisfação de nossos erros e acertos,
unicamente a nós mesmos e a mais ninguém. Um olhar unido ao silêncio, fala,
agradece, transmite muito mais do que dezenas de palavras.
A vida encarnatória é ligeira, portanto, aproveitemos ao máximo o
tempo que temos buscando valorizar mais o "SER" do que o "TER"; "SER"
não perece, eleva-se, transformando todos num ponto luminoso a
fortalecer esta bela doutrina racionalista cristã.
Janeiro 2012
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