
O valor da espiritualidade
Maria Filomena Besteiro e Ana Paula Oliveira
A caminhada é longa e interminável para uns e menos difícil para outros. É mais fácil para
aqueles que são amigos do trabalho e cultivam a virtude. Para os que vivem atolados nas
misérias da vida terrena, desprezando os valores da vida espiritual, a jornada torna-se
mais longa, os sofrimentos surgem com mais intensidade, pois é pela dor que o ser humano
vai despertando para as coisas sérias da vida. Orlando Cruz
O caminho da espiritualidade tem um ponto de partida, e somente podem seguir tal caminho
os que chegaram a esse ponto. Apesar de todo o sofrimento que paira sobre o nosso planeta
Terra, o ser humano insiste na prática do mal, ainda não conseguiu vislumbrar que só o
bem o torna uma criatura feliz e enquadrada dentro das leis naturais e imutáveis.
Nestes tempos tão difíceis, ainda há seres humanos que ignoram a sua espiritualidade.
Estes seres querem um caminho fácil, onde não conseguem pensar só agir. Senão vejamos,
pensar é atrair, é vibração do espírito, manifestação de Inteligência, poder espiritual.
Será que os seres humanos não se questionaram de onde vem o pensamento na encarnação,
e para onde vai quando desencarnamos?
Chegou a hora de se combater a intolerância, a indiferença e a desonestidade.
O ser humano tem que se capacitar de que é uma partícula da Força Universal e como tal
tem atributos, que o poderão ajudar a traçar o seu projeto de vida e mudar a sua conduta.
O que é a conduta?
Todos os seres humanos encarnam com o seu patrimônio espiritual, que é o resultado das
múltiplas vidas que viveu neste mundo terreno e com estas experiências foi construindo
o seu caráter, e é o caráter que devem educar.
Para isso a criatura recebe os atributos necessários, entre eles, tomar consciência de
si mesmo, atributo fundamental para acertar nas suas decisões, já que esta representa
o seu tribunal particular, e que se encontra em cada partícula de força.
As criaturas não podem desanimar, nem permitir que o cansaço tome conta do seu viver,
porque estão em cada passo a construir a sua trajetória evolutiva, traçada em plano
espiritual, e que mediante escolhas acertadas e com a consciência lúcida vão depurando
as suas más decisões projetando a sua evolução, alinhando a sua conduta, no sentido
positivo e permitindo o seu controle.
Assim chega-se à conclusão de que educar o caráter não se limita ao cumprimento
respeitoso, mas corrigi-lo. Não há nada mais belo que ser amigo do seu amigo e
respeitarmo-nos, já que somos todos importantes, por termos a mesma origem.
A amizade é a expressão máxima que um ser pode transmitir a outro, e é uma benesse para
cada um de nós dizer nesta breve encarnação de que tem um amigo.
Já é tempo de o ser humano não virar a cara, mas participar da vida na Terra. A tolerância
é uma grande ajuda para entender as diferenças e aceitá-las. Cada ser transmite tão-somente
a sua evolução, quem somos nós para contestar este fato e/ou então demonstrar indiferença,
envergonhando a nossa própria origem com esta atitude tão pouco cristã.
A honestidade não é um dever, é uma obrigação. Ser honesto consigo mesmo e com os outros.
Não há nada melhor que andar de cabeça erguida e em paz.
E se cada um de nós olhar para os seus próprios erros estará a evoluir e a educar-se a si
próprio, exigindo de si antes de cobrar aos outros, e assim criar mais débitos em vez de
saldar as suas dívidas no sentido do seu crescimento espiritual.
É de muita importância que as criaturas caminhem no sentido de despertar a sua espiritualidade
o mais rápido possível, e o Racionalismo Cristão caminha ao lado do esclarecimento das
criaturas levando-as a firmar nos seus sentidos que só a evolução espiritual perpetuará
a espécie humana e fará com que esta encontre o caminho mais curto para a sua evolução e eterna felicidade.
Abril 2009
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